
Gestão de Resíduos Sólidos Urbanos
As cidades gerem os seus resíduos sólidos de diferentes maneiras, sendo que a diferença maior é entre as cidades dos países desenvolvidos e as dos países do terceiro mundo.
No mundo ocidental, os resíduos sólidos urbanos são tipicamente geridos com maior eficácia, sendo o lixo eliminado e convenientemente tratado, quando tal é possível.
Todavia, a maneira como o lixo é manuseado depende muito da sua natureza. Quer isto dizer que alguns resíduos sólidos são potencialmente perigosos e precisam de ser tratados de modo diferente, separados de tudo o resto.
Hoje em dia todas as maiores cidades do mundo têm complexos sistemas de esgotos. Porém, nos países mais pobres, os sistemas de esgotos podem não alcançar os subúrbios, que têm de tratar os seus resíduos manualmente.
Esgotos
Os esgotos foram inventados nos tempos antigos e foram, na verdade, muito famosos na Roma antiga. Durante a era clássica, Roma tinha uma população de cerca de um milhão de habitantes, de longe a maior cidade do mundo daqueles tempos.
Naquela altura Roma tinha também o mais avançado sistema de esgotos de sempre. Em muitas cidades europeias a gestão de resíduos decresceu drasticamente e, na verdade, há apenas 150 anos que grandes cidade como Londres, por exemplo, dispõem de um sistema de esgotos apropriado.
De facto, o vergonhoso ano de 1858, em que Londres era conhecida como ‘O Grande Fedor’, foi determinante para o advento dos sistemas correctos de gestão de resíduos. Durante este período o verão foi de calor extremo e todos os resíduos eram despejados no rio Tamisa, pelo que toda a cidade de Londres se tornou absolutamente insuportável. Um pouco mais tarde, decidiu-se que o principal trabalho a desenvolver seria a construção de um sistema de esgotos adequado e atalhar os problemas com acções drásticas.
As cidades de hoje ainda gerem os seus resíduos com este tipo de sistemas de esgotos, mas outros tipos de resíduos, tais como a fonte para a qual os despejamos, são obviamente tratados de um modo diferente. Tudo isto é frequentemente enviado para os aterros.
Os locais de aterro vão-se decompondo ao longo de décadas, mas tão longo tempo é apenas para os materiais que não são biodegradáveis.
A principal desvantagem dos aterros é ocuparem uma enorme e sempre crescente quantidade de espaço. Todavia, as coisas estão a mudar, com o advento de vários outros métodos de eliminação de resíduos. Quando estiver a juntar toda a velharia que foi acumulando, separe-a por categorias, reutilize-as, recicle!
A incineração é também uma alternativa muito conhecida e pode, também, transformar os desperdícios em energia eléctrica ou aquecimento.
A reciclagem está a tornar-se muito popular em alguns países. Cerca de metade dos lixos que produzimos diariamente nos nossos lares é perfeitamente capaz de poder ser reciclada.
Isto inclui todos os produtos baseados no papel ou no cartão, em latas, no alumínio ou em vidro. De facto, em alguns países já se tornou obrigatória colocação de determinados materiais em contentores separados, para serem reciclados, prontos a serem levados pelos serviços de recolha de lixo.
Como a população do mundo continua a lançar foguetes para o ar, como o faz também a população das cidades, torna-se cada vez mais essencial introduzir formas mais eficazes de gestão de resíduos e o desenvolver alternativas amigas do ambiente.
Todavia, embora estejam a ser feitos progressos, a procura continua a crescer a um ritmo alarmante.